domingo, 2 de junho de 2019

Peixes

Os peixes são animais vertebrados, ou seja, com crânio presente. Eles vivem em ambientes aquáticos, seja em lagos, rios, represas ou mares. O tubarão é um peixe cartilaginoso sem opérculo.

São peixes de água doce: lambari, pintado, dourado, tilápia, piranha, tucunaré, etc. No mar encontra-se: atum, salmão, bacalhau, anchova, marlim, sardinha e vários outros.  

Tais animais apresentam nadadeiras e caudas, que permitem que eles nadem com muita facilidade. Muitos deles possuem escamas, e também brânquias, que são estruturas responsáveis pela respiração do animal, que acontece embaixo da água. Elas podem vir cobertas pelo opérculo, uma placa móvel e resistente, ou não, tal como nos tubarões, que apresentam, na região em que ficam as brânquias, somente fendas.     

Os peixes podem ser divididos em quatro grupos:  
Grupo dos peixes-bruxas
Esses animais vivem somente no mar. 
Possuem corpo longo e liso e boca sem dentes, redonda.    

Grupo das lampreias: 
A maioria das lampreias vive no mar. 
Elas possuem corpo longo e liso, e boca sem dentes e bem redonda.    

Grupo dos peixes cartilaginosos: 
O esqueleto é todo formado por cartilagem. 
A boca tem mandíbula e, na maioria desses peixes, ela é dotada de dentes bem resistentes. Exemplos: arraias, tubarões e quimeras.    

Grupo dos peixes ósseos: 
A maioria dos peixes é desse grupo. 
O esqueleto desses animais, que são dotados de mandíbula, é formado por ossos. Eles também apresentam uma estrutura chamada bexiga natatória, que ajuda na flutuação. Exemplos: cavalo-marinho, peixe-palhaço e sardinha.    

Os peixes do grupo dos peixes-bruxas e das lampreias também podem ser classificados em um único grupo: o dos agnatos, expressão que significa “peixes sem mandíbula”.  A temperatura corporal dos peixes varia de acordo com a do ambiente em que estão. 

Popularmente, animais assim eram classificados como de sangue frio, ou pecilotérmicos. Na atualidade, é correto dizer que são exotérmicos. A grande maioria dos peixes libera seus ovos na água, em uma grande quantidade. Depois de nascidos, os filhotes, chamados alevinos, costumam viver sem precisar da ajuda dos pais.  

Curiosidade:  
Os cavalos-marinhos não liberam ovos na água. Na verdade, os filhotes se desenvolvem dentro do corpo dos pais, mais precisamente no do macho.  Não é incrível?

Fonte bibliográfica:
https://escolakids.uol.com.br/ciencias/peixes.htm

Vertebrados

Um dos componentes do esqueleto é a coluna vertebral. Por esse motivo é que animais que possuem essa estrutura, formada por ossos ou por cartilagem, são chamados de vertebrados.  

Quase todos os vertebrados possuem a coluna vertebral. Ela ajuda na sustentação do corpo e protege a medula espinhal. Ela é formada por ossos de tamanho pequeno: as vértebras. A maioria dos seres humanos possuem 33 vértebras. O crânio, outro componente do esqueleto, protege o cérebro desses seres vivos, e dá formato à cabeça. Todos os vertebrados possuem crânio.      

Coluna e crânio formam o chamado esqueleto axial. A cauda e, além dela, a caixa torácica, formada pelas costelas, também fazem parte dele. A caixa torácica protege alguns dos órgãos que se encontram dentro do corpo, tais como o coração e o pulmão.  Já os ossos e cartilagens que formam as nadadeiras, asas, braços e pernas representam o esqueleto apendicular.        

Graças a tais estruturas, os vertebrados puderam apresentar tamanho corporal maior. Eles passaram também a ter órgãos importantes mais bem protegidos.  

Existem mais de 50 mil espécies de vertebrados em todo o mundo. Esses animais vivem nos mais diversos ambientes, como o aquático de água doce e de água salgada, terrestre e até mesmo aéreo. 

Podem ser avistados em florestas, em regiões muito geladas ou até naquelas muito quentes, como desertos.  

Abaixo, alguns exemplos:  

Peixes:
peixes-bruxas, 
lampreias, 
arraias, 
peixes-palhaço, 
paulistinhas, 
barracudas, 
cavalos-marinhos e tubarões; 

Anfíbios: 
sapos
rãs, 
pererecas e cobras-cegas; 




Répteis:
cobras-de-duas-cabeças, 
serpentes, 
lagartos, 
tartarugas e jacarés; 

Aves: 
pinguins, 
joões-de-barro, 
emas, 
beija-flores e galinhas; 

Mamíferos: 
baleias, 
cachorros, 
macacos e seres humanos.

Fonte bibliográfica:
https://escolakids.uol.com.br/ciencias/vertebrados.htm



Equinodermos

Os equinodermos são animais marinhos como as estrelas-do-mar, bolachas-do-mar e ouriços-do-mar, que podemos ver quando visitamos alguma praia.  

Os biólogos dizem que os equinodermos são de vida livre, ou seja, vivem soltos na água do mar, com exceção do lírio-do-mar, cuja maioria vive fixada a rochas no fundo do mar. 

As estrelas-do-mar são facilmente encontradas, deslocando-se no fundo do oceano, assim como os ouriços-do-mar. Por vezes alguns ouriços são encontrados próximos a rochas, onde cavam buracos que servirão de abrigo.  

A palavra “equinodermos” vem do grego e significa echinos = espinho; dermatos = pele, ou seja, os equinodermos são animais que possuem o corpo todo recoberto por espinhos. Estes, além de terem função de defesa, também atuam na locomoção do animal.  

Na figura podemos ver um ouriço-do-mar com todos os seus espinhos. Esses animais possuem uma dieta bem variada, sendo que os ouriços-do-mar gostam de se alimentar de algas marinhas e pequenos animais. 

Já as estrelas-do-mar se alimentam de ostras, mexilhões, outros equinodermos, corais e anêmonas-do-mar. Esses animais respiram através de pequenas brânquias que se encontram ao redor da boca do animal.  

Os equinodermos possuem, na maioria das espécies, sexos separados, com fecundação externa, ou seja, macho e fêmea liberam seus gametas (espermatozoides e óvulos) na água para que sejam fecundados. 

Dizemos que o desenvolvimento nesse animal é indireto, porque antes de se tornar um adulto, ele passa por uma ou mais formas larvais. Na imagem podemos observar as larvas de estrela-do-mar, que depois de um tempo sofrerão metamorfose e se tonarão estrelas-do-mar jovens.

Os equinodermos possuem uma característica bem curiosa: a capacidade de regeneração. Por possuírem essa capacidade, esses animais conseguem regenerar partes do corpo que foram danificadas. Os ouriços-do-mar, por exemplo, regeneram continuamente seus espinhos; e as estrelas-do-mar conseguem regenerar um ou mais braços perdidos.  

As estrelas-do-mar possuem um disco central onde se localiza o seu sistema nervoso, que é muito simples. Se a estrelas-do-mar for dividida, ela pode se transformar em outra estrela, desde que haja uma parte do disco central na parte que foi retirada. Esses equinodermos possuem olhos muito simples localizados nas extremidades de cada braço, que são capazes apenas de perceber a luminosidade.  

As estrelas-do-mar são equinodermos que possuem cinco braços. Alguns animais equinodermos são chamados de estrela-serpente, serpente-do-mar ou ainda ofiúro, que se parecem muito com as estrelas-do-mar por causa de seus braços longos e finos.  

Outros animais que também são equinodermos são os pepinos-do-mar, as bolachas-do-mar e lírios-do-mar.

Fonte bibliográfica:
https://escolakids.uol.com.br/ciencias/equinodermos.htm

Imagem mostra o tímido beijo entre a anêmona e a estrela-do-mar.

Artrópodes

São chamados de artrópodes todos os animais invertebrados que possuem o corpo com partes articuladas, como as patas ou pernas. 

Esse filo de animais é o mais diversificado do planeta, com mais de um milhão de espécies conhecidas.  

Os artrópodes apresentam um esqueleto externo chamado de exoesqueleto, que é constituído por um carboidrato chamado de quitina. 

O exoesqueleto é muito duro e resistente e protege o corpo do animal como uma armadura. 

Em artrópodes terrestres o exoesqueleto é coberto por uma cera impermeável que impede a desidratação, ou seja, a perda de água para o ambiente. Por possuírem o corpo revestido pelo exoesqueleto, os artrópodes não crescem continuamente e, dessa forma, precisam trocá-lo algumas vezes para que consigam crescer. 

A troca do exoesqueleto se chama muda ou ecdise e pode ocorrer diversas vezes ao longo da vida do animal. Imagem mostrando um artrópode sofrendo muda e deixando seu exoesqueleto antigo.

Ao sofrer a muda, as células da epiderme do artrópode secretam um novo exoesqueleto embaixo do exoesqueleto antigo, que se racha permitindo que o artrópode saia com seu novo exoesqueleto. 

O exoesqueleto novo é muito flexível e se adapta ao corpo do animal à medida que ele cresce. Depois de alguns minutos ou horas, esse exoesqueleto novo endurece e o animal para de crescer. Ao exoesqueleto antigo damos o nome de exúvia.  

Na imagem podemos observar uma aranha sofrendo a troca de exoesqueleto, chamada de ecdise

Alguns artrópodes, como a maioria dos insetos, sofrem um processo chamado de metamorfose, onde ocorre uma transformação do seu corpo e do seu modo de vida.  

Os artrópodes mais conhecidos são os insetos (formigas, cigarras, borboletas), mas esse filo também é composto pelos crustáceos (caranguejos, siris, camarões), aracnídeos (aranhas, escorpiões), quilópodes (lacraias) e diplópodes (piolho-de-cobra).

Fonte bibliográfica:
https://escolakids.uol.com.br/ciencias/artropodes.htm


Imagem mostrando a lacraia dragão (Desmoxytes purpurosea) que é um diplópode.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Anelídeos

Os anelídeos são animais pertencentes ao filo Annelida e que possuem o corpo alongado e cilíndrico com inúmeros anéis dispostos em sequência, o que justifica o nome do filo. São animais encontrados em ambientes de água salgada ou doce e também em ambientes úmidos, de terra firme. 

Os animais que fazem parte desse grupo são minhocas, poliquetos e sanguessugas.  
As minhocas são animais que respiram através da pele (respiração cutânea) e por esse motivo sempre estão com a pele úmida, pois isso permite a difusão dos gases respiratórios (oxigênio e gás carbônico). 

Podem medir de 5 cm a 2 m de comprimento e são encontradas em solos úmidos e ambientes de água doce. As minhocas possuem cerdas em seu corpo que podem ser sentidas quando passamos a ponta dos dedos no corpo do animal. Essas cerdas se apoiam no solo e facilitam a locomoção.  

As minhocas são animais imprescindíveis na natureza, pois auxiliam no processo de decomposição de matérias orgânicas (como folhas), escavam túneis que permitem uma melhor oxigenação das raízes das plantas e suas fezes servem de adubo para o solo. 

Durante o dia, a minhoca costuma ficar abrigada em seus túneis, saindo para a superfície somente no período da noite para se alimentar e se acasalar.  

Os poliquetos possuem numerosas cerdas corporais. São animais encontrados, em sua maioria, em ambientes marinhos. Há espécies que vivem rastejando pelo fundo do oceano à procura de animais dos quais possam se alimentar, enquanto que outras se mantêm enterradas nas praias e se alimentam de larvas e de outros pequenos organismos. 

Esses animais possuem grande quantidade de cerdas, chamadas de parapódios, que se encontram em todos os anéis do corpo e auxiliam na sua locomoção. Alguns poliquetos apresentam respiração cutânea, como as minhocas; enquanto outros possuem brânquias.  

As sanguessugas se alimentam do sangue de animais vertebrados. São animais encontrados, em sua maioria, em ambientes de água doce, mas outras espécies podem ser encontradas em pântanos e brejos. Levam o nome de sanguessugas porque se alimentam do sangue de animais vertebrados. 

Assim como as minhocas, fazem respiração cutânea. Não possuem cerdas e nem parapódios e apresentam duas ventosas, cada uma em uma extremidade, que servem para sua locomoção e fixação. 

Quando encontra sua vítima, a sanguessuga, com a ajuda das ventosas, fixa-se, perfurando a pele da presa sem provocar nenhuma dor. 
Ao sugar o sangue da vítima, as glândulas salivares da sanguessuga produzem uma substância anticoagulante que impede que o sangue da presa se coagule – assim, a sanguessuga pode se alimentar.  

Antigamente, muitas pessoas utilizavam as sanguessugas acreditando que, com a retirada do sangue, haveria a chance de cura para muitas doenças. Nos dias atuais, a substância encontrada em sua saliva é utilizada para tratar trombose. Além disso, esse animal é utilizado em algumas cirurgias, para retirar o sangue acumulado.

Fonte bibliográfica:
https://escolakids.uol.com.br/ciencias/anelideos.htm